quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A Certeza Da Riqueza

(1 Timóteo. 6:17) - manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a sua esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que nos concede abundantemente todas as coisas para delas gozarmos.

Um jovem estava conversando com um homem de idade e o assunto era riquezas.
O velho perguntou ao moço:  - Quando um homem se torna suficientemente rico?
O moço respondeu:  - Quando ele tiver um milhão de dólares.
O velho disse: - "Não".    "Dois milhões?"       "Não". "Dez milhões?"     "Não". "Cem milhões?"
O jovem pensou que com essa quantia encerraria a questão.
Mas o velho insistiu: "Não".
O moço desistiu e pediu ao velho que lhe dissesse o quanto seria necessário para um homem ser suficientemente rico.
O velho, então, respondeu: - Quando ele tiver um pouco mais do que já tem, ou seja, nunca.
É estranho verificar que algumas pessoas nunca julgam ter o suficiente do mundo.
Elas sempre estão querendo mais e, por isso, não se sentem felizes. As pessoas que tem, verdadeiramente, Jesus no coração, mesmo que não tenham muito, crêem que têm o suficiente e, por isso, sentem-se alegres e satisfeitas.
O mundo oferece muitas coisas aos incautos.
Estes, seduzidos, enveredam por caminhos que julgam serem os da felicidade.
Mas ela não chega nunca, e nunca chegará.
Cada objetivo alcançado exige algo mais.
E quanto mais alcançam metas, mais metas ainda precisam ser alcançadas.
Nunca estão e nunca estarão satisfeitos.
A riqueza de Deus é sentida tanto quando temos pouco como quando temos muito.
Não importa a quantidade, a presença do Senhor nos torna suficientemente felizes.
Se eu tenho pouco, sei que Deus me abençoará e o pouco será suficiente para alegrar meu coração.
 Se tenho muito, sinto-me especialmente abençoado e sei que poderei compartilhar a minha bênção com muitos outros.
Sei que a salvação é a minha maior riqueza e eu poderei compartilhar a minha experiência com um número ilimitado de pessoas sem perder esse grande tesouro.
Não almeje riquezas incertas.
Você será sempre rico quando estiver satisfeito com o que Deus lhe dá.

domingo, 13 de junho de 2010

Por que comemorar o natal se Jesus nunca pediu isso nem ordenou?

“Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer.” (Lc 17.10)

Há pessoas e grupos religiosos que fazem da Bíblia um arquivo de soluções para todos os problemas e um depósito de respostas para todas as questões. De acordo com essas pessoas, tudo o que não se encontra nesse arquivo deve ser rejeitado como erro, contrário aos ensinamentos da Bíblia. Pode ser que essa pergunta tenha sido feita a partir dessa preocupação.
Para aprofundar essa questão,vamos fazer um exemplo. Todos nós costumamos celebrar nosso aniversário e o dos outros, não é mesmo? O que a Bíblia tem para dizer a esse respeito? Está certo ou está errado celebrar o aniversário? Com essa preocupação, algumas pessoas abrem o "arquivo das respostas", procurando uma solução definitiva. E acabam não encontrando, na Bíblia,nenhuma indicação se se deve ou não celebrar a data do nascimento. Jesus não disse nada. Os discípulos dele também não.
Aí alguém se lembra de que o rei Herodes celebrou seu aniversário, e foi justamente nessa ocasião que a filha de Herodíades pediu num prato a cabeça de João Batista (Marcos 6,17-29; Mateus 14,3-12). Herodes celebra a própria vida matando aqueles que defendem o povo. Que pensar disso?
Se fizéssemos da Bíblia um "arquivo de respostas", provavelmente não deveríamos celebrar a data de nascimento. Por quê? Porque, de acordo com que vimos, a celebração do aniversário é coisa de gente poderosa que trama a morte dos que defendem os interesses do povo. E então, como ficamos?
Esse exemplo levanta a questão da inculturação da Palavra de Deus na vida de cada povo. Tudo leva a crer que o povo da Bíblia não costumava celebrar o aniversário, e isso por razões bem simples: na precariedade dos meios, como recordar o dia que alguém nasceu?
Hoje nós temos registro de nascimento e tantos outros documentos que comprovam o dia em que nascemos. Mas naquele tempo isso se tornava extremamente difícil.
O caminho, portanto, deve ser outro, e parece ser este: celebrar o aniversário significa celebrar a vida, louvar a Deus pelo dom da existência, festejar com amigos e vizinhos, amar a vida e querer viver. E disso a Bíblia fala abundantemente. Ela estimula a celebrar, festejar, louvar. Basta, por exemplo, ler alguns Salmos para perceber como neles está presente o louvor, a ação de graças, o desejo de viver, o pedido de libertação, o amor à vida etc.
Então podemos afirmar que, embora não mande nem proíba festejar o aniversário, a Bíblia, pelo fato de valorizar a vida, nos estimula a celebrar nossa data de nascimento e a dos outros, também a de Jesus. A Sagrada Escritura deixa de ser, dessa forma, um ' "arquivo de respostas" para se tornar uma iluminação, uma proposta, um caminho... Em outras palavras, é preciso orientar-se mais pelo espírito do que pela letra da Bíblia. Ela não tem respostas para tudo, mas, como luz, pode tudo iluminar, indicando um caminho...
Será que Jesus sabia o dia em que nasceu? Será que José e Maria guardaram na memória o dia exato do nascimento de Jesus? Provavelmente não, pelos motivos que já apresentamos. O povo daquele tempo tinha pouco conhecimento de anos, meses, semanas etc. Naquele tempo, o máximo que se podia fazer era associar o nascimento de alguém a um acontecimento externo, como uma colheita de cereal, ou plantio, ou guerra... Nem sequer nós sabemos o dia em que Jesus nasceu. Mas isso não é motivo para que não comemoremos seu nascimento. Aliás, se quisermos orientar nossa vida exclusivamente pelas ordens explícitas de Jesus, pouco conseguiremos fazer. A que horas devemos levantar? A que horas devemos comer? A que horas devemos ir dormir? Devemos ir à escola ou não? Devemos ir ao médico ou não? De que modo devemos nos vestir? Essas e tantas outras perguntas, aparentemente tolas, mostram que não podemos fazer da Bíblia um "arquivo de respostas" prontas para todas as questões que a vida nos apresenta.
Alguns grupos religiosos fundamentalistas, agarrados à letra e não ao espírito da Bíblia, condenam os que celebram o Natal de Jesus justamente por ele nunca ter pedido isso nem ordenado. Que dizer disso? Às vezes o simples bom senso é suficiente para clarear essas questões. Outras vezes é preciso ligar o desconfiômetro: desconfie sempre de quem faz da Bíblia um "arquivo de respostas" para todos os problemas; desconfie sempre das religiões que se impõem pelo medo; desconfie sempre das religiões que crescem à custa da crítica destrutiva das outras religiões.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Igrejas cheias - crentes vazios

“Mas aquele que diz está nele deve andar como ele andou” (1 João 2.6)
Triste, lamentável, insuportável! É o que sinto em relação à situação da maioria das igrejas de hoje.
Grandes instituições que se envaidecem com o crescimento numérico, mas que não enxergam sua real situação. Nos púlpitos, líderes que se autodenominam "Apóstolos", "Bispos", "sacerdotes", daqui a pouco serão “demiurgos”. E na multidão, pessoas seduzidas pelas falsas promessas de prosperidade, grandeza e poder.
O véu do templo foi rasgado, porém, os camaradas insistem em recosturá-lo, pior ainda, constroem "Templos" e dizem: "Esta é a casa de Deus, fora dela não há salvação", esquecendo-se que Deus fez do homem Seu tabernáculo através de Jesus Cristo.
Não apascentam as ovelhas de Cristo, não pregam o Evangelho do Senhor, mas criam técnicas de manipulação, querem "crescer" em números, querem a glória para si, fama, ibope. "Aqui é a última porta", "ninguém faz mais milagres que EU!" Falam de si como se fossem deuses.
Poder é o que pregam. estão obcecados pelo tal "PODER". "Vocês pedir mais poder"! (Mas é exatamente o "poder" que está levando muitos à ruína).
A palavra chave é: "Sobrenatural".
"Hoje vamos trazer o céu até aqui"! (Ué, não é mais a "Igreja" que vai para o céu?). Loucos, lobos devoradores é o que são. E os analfabetos de bíblia dizem "amém" para tudo o que eles dizem, parecem até aquelas lagartixas que a cabeça balança à toa.
Os cultos são "alegres", "avivados", cheios de festa. Danças, palmas, gritos, gemidos.Há todo tipo de bizarrice e estupidez. Onde está o Evangelho? Onde está Jesus Cristo em suas músicas egocêntricas e chantagistas?
O "tal" Novo Testamento já não é mais lido. Aliás, pra quê? É tão sem graça, não tem atos proféticos, nem profecias ou promessas de triunfo e vida regalada. Como mitômanos vivem cegamente a sua historinha que só é verdade para eles. E, cheios de "poder", "profetizam" e "declaram" :"Somos, temos, podemos".
Se parassem por um instante para ler o Evangelho de Jesus Cristo, se calassem suas bocas tagarelas por um minuto ouviriam o Senhor falar, então perceberiam que são muitos, milhares de "crentes", porém vazios.
"E ao anjo da igreja que está em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu;
Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas. Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te.
Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas." Apocalipse 3;14-22
Qualquer semelhança não é mera coincidência.

Crentes não transformados

“Mas aquele que diz está nele deve andar como ele andou” (1 João 2.6)
Transformação é uma palavra chave na vida de cada pessoa que se identifica como seguidora de Jesus Cristo. As nossas igrejas estão cheias de simpatizantes e admiradores dos ensinamentos de Jesus, porém com tristeza vemos muitos crentes viverem de forma bem distante e diferente da proposta de Jesus. A transformação de que fala a bíblia é uma condição inegociável para o cristão, ela é ampla e global, é renovação da mente, é a mente da pessoa que controla sua vida, que determina suas ações, seu procedimento, por isso a bíblia diz que a renovação, a mudança, a transformação precisa acontecer na mente.
Há muitas idéias erradas sobre transformação:
1. Transformação não é somente vir a igreja em todas as reuniões, participar dos cultos, andar com a bíblia e dizer sou crente.
2. Transformação não é somente deixar de fumar, beber, jogar e outras coisas similares.
3. Transformação não é somente falar do que Jesus faz ou pode fazer.
4. Transformação não é somente deixar de andar em companhia de pessoas marginalizadas pela sociedade.
Com certeza essas coisas sozinhas, não mostram uma verdadeira transformação, é preciso muito mais. " Se a vossa justiça não exceder em muito os escribas e fariseus de modo algum entrareis no reino de Deus"Mateus 5:20. Meus irmãos as nossas igrejas tem muita gente que necessitam de uma real e verdadeira transformação.
A falta de uma vida verdadeiramente transformada tem impedido muitas pessoas de se aproximarem do evangelho de Jesus Cristo. A força do evangelho está na transformação que ele produz; precisamos nos libertar do velho homem com todos os seus resquícios e sermos revestidos de uma nova vida. Imagine uma esposa que diz para o seu marido- "Eu, agora sou crente, vou a igreja, leio a bíblia, sou diferente.", mas continua a brigar com o marido por tudo, a falar mal da vizinha, e ainda diz para o marido você precisa se converter. Que exemplo esse marido tem da esposa? Que evangelho é esse?. Pense, em um filho que vai a todas as reuniões da igreja, é líder dos jovens ou dos adolescentes, mas em casa é respondão, briguento, irrita-se com facilidade, é grosseiro, não respeita os pais, quando você acha que os pais desse jovem vão desejar aceitar o mesmo Jesus do seu filho? E o inverso é verdadeiro tem pais que oram anos a fio pelos seus filhos, porem nunca deram um testemunho que tenha provocado em seus filhos o desejo de servir ao mesmo Deus que eles. Que dizem os colegas de trabalho de um crente mal humorado, que nunca está pronto pra ajudar ninguém, está transformado porque vai a igreja e é só, alguém vai desejar conhecer o Jesus dessa pessoa. O que dizer do jovem, da jovem que escandaliza os novos convertidos, pois falam mal, e as vezes até criam barreiras entre os irmãos, como será o Jesus dessa pessoa. " Aquele que diz está nele deve andar como ele andou" I João 2:6
O mais difícil irmãos é que tem pessoas que se acostumaram a ser assim, e acham que não tem nada demais., porem fazem mal para si e para os outros. Não estamos falando que podemos viver sem pecar, pois que isso é impossível enquanto estivermos aqui na terra.
Transformai-vos, essa é ordem de Jesus, para vida de todo aquele que é nascido de novo.
Transformai o vosso modo de pensar, de falar e de agir, com certeza as pessoas verão a diferença e quando vêem está diferença dizem, verdadeiramente o evangelho transforma.
Quer ganhar seu marido pra Jesus, seja uma pessoa transformada, deixe Jesus agir em tua vida.
Quer ganhar tua esposa para Cristo, seja um exemplo de marido, em todas as áreas, seja um servo usado por Deus.
Quer ganhar teu filho, tua filha, ore por ele, por ela, mais mostres que você é um pai, uma mãe diferente, que há algo divino em você.
Jovem quer ganhar seus pais para Cristo, quer leva-los aos pés de Jesus, seja um filho transformado, uma filha transformada.
Está em nossas mãos fazer a diferença. Como é bom ouvirmos, de um pai, o meu filho é outro desde que entrou na igreja, desde que aceitou Jesus.
Quantas esposas podem dizer, foi o testemunho do meu marido, que me trouxe a Jesus.
O mundo quer ver Jesus em nós, nos nossos atos, nas nossas palavras, não afaste pessoas de Jesus, seja um crente transformado, seja diferente. Ame, perdoei, ajude, coopere, compreenda, ganhe vidas pra Jesus, entregue a sua vida para Jesus

A Prosperidade como Promessa de Deus

“ Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios...” (1 Timóteo 4.1)
O tema da prosperidade abre diversas frentes de debate e reflexão. Pelo menos nos últimos vinte anos, tem sido a mola de propulsão de variadas denominações evangélicas, que usam e abusam deste conceito, que por sinal é bíblico. É evidente que, em se tratando de igrejas evangélicas, espera-se que a mensagem tenha embasamento bíblico. Diariamente vemos e ouvimos mensagens sobre o referido tema anunciadas em variados canais de televisão; usando alguns recortes bíblicos, principalmente do Antigo Testamento, diversos pregadores elencam uma série de promessas divinas sobre prosperidade. Contudo, precisamos nos lembrar de que a mensagem central do Antigo Testamento é “aliança”. O texto base que apresenta os termos desta “aliança” é o de Êxodo 24.7: E tomou o Livro da Aliança e o leu ao povo; e eles disseram: Tudo o que falou o SENHOR faremos e obedeceremos. No contexto anterior, temos a revelação de Deus a Moisés, sendo que no capítulo 23, há a descrição dos direitos e deveres estabelecidos nos termos da aliança entre o Deus das promessas e o povo, alvo das promessas. O eixo central desta aliança é “fidelidade” de ambas as partes. Deus prometeu ser fiel no cumprimento de todas as promessas; e como resposta, o povo disse: Tudo o que falou o SENHOR faremos e obedeceremos. Entretanto, ao longo desta história da aliança, a Bíblia descreve que Israel não conseguiu cumprir os termos previamente estabelecidos. Vale dizer que o conceito de prosperidade conforme descrito no Antigo Testamento é bem diferente do que entendemos hoje. A prosperidade material no A.T é descrita como bênção de Deus para as tribos de Israel. para tanto, sempre houve exortação divina para que não houvesse ganância, usura e principalmente egoísmo. Em Dt 15.7-9 temos: Quando entre ti houver algum pobre de teus irmãos, em alguma das tuas cidades, na tua terra que o SENHOR, teu Deus, te dá, não endurecerás o teu coração, nem fecharás as mãos a teu irmão pobre; antes, lhe abrirás de todo a mão e lhe emprestarás o que lhe falta, quanto baste para a sua necessidade. Guarda-te não haja pensamento vil no teu coração, nem digas: Está próximo o sétimo ano, o ano da remissão, de sorte que os teus olhos sejam malignos para com teu irmão pobre, e não lhe dês nada, e ele clame contra ti ao SENHOR, e haja em ti pecado.
Em nosso tempo, prosperidade material está incluída num contexto de individualidade e, sobretudo, equivale ao poder desenfreado do consumismo. Em nosso tempo, há ricos que desejam mais riqueza ainda; e há pobres cada vez mais pobres. Contudo, algo muito comum entre ricos e pobres, é que na maioria, ambos procuram e lotam as igrejas que prometem prosperidade, não em busca de Deus, mas em busca da prosperidade.
À semelhança do Antigo Testamento, a mensagem central do Novo Testamento também é “aliança”. Se no Antigo Testamento, Moisés é o portador da Boa Nova, que prenunciava uma terra boa e farta; no Novo Testamento, Jesus é o portador também da Boa Nova, que prenunciou um novo tempo, e nova forma de relacionamento com Deus. Mantém-se o conceito de “aliança”, contudo, numa perspectiva completamente diferente. Esta nova aliança é firmada em Cristo, e significa mudança de vida, novo nascimento, santidade, vida eterna e, sobretudo, a caminhada em busca da pátria celestial. Desta forma, a promessa de prosperidade material no Antigo Testamento é transformada em prosperidade espiritual no Novo Testamento. Foi o próprio Jesus quem nos ensinou: Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo, Jo 6:27. Disse também: Vendei os vossos bens e dai esmola; fazei para vós outros bolsas que não desgastem, tesouro inextinguível nos céus, onde não chega o ladrão, nem a traça consome, Lc 12:33.
Portanto, a última Boa Nova nos foi trazida por Cristo e é sobre ela que firmamos nossos passos. A marca fundamental na vida dos verdadeiros convertidos é a de que estes buscam primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, pois, confiam de todo coração que as “demais coisas” serão acrescentadas pelo próprio Deus, que cumpre a todas as suas promessas. Nesse sentido, a prosperidade material na vida do crente verdadeiramente convertido, acontece como bênção decorrente dos propósitos de Deus; ou seja, nem todo crente terá prosperidade material, mas, certamente todos terão o suficiente para viverem com dignidade, pois esta é a promessa de Deus para todos os seus escolhidos. Desta forma, a prosperidade material no Novo Testamento não é o alvo central; mas ela ocorre, e quando assim se dá, não ofusca o centro da fé cristã, que é a vida eterna. Então, prosperidade material é dom de Deus, e vem de seu propósito soberano de escolher a quem Ele decide distribuir os talentos. E não cabe a nós questionar o porquê recebemos cinco, ou dois ou um talento. Antes, nós adoramos a Deus pela salvação conquistada gratuitamente em Cristo, e não pela prosperidade material; esta é a mensagem que encontramos já no Antigo Testamento, nas palavras do profeta Habacuque 3.17-18: Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação. Assim, nos alegramos no Deus da nossa salvação. De posse dessa certeza, nós devemos honrar a Deus com tudo o que somos e com tudo o que temos, pois, tudo vem de Deus; Dele vem a nossa santidade e Dele vem o nosso suprimento necessário.

Os Falsos Profetas de Hoje

“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios...” (1 Timóteo 4.1)
Os falsos profetas modernos
Falam do evangelho, exaltam a Jesus, contudo ligam suas orações à troca com Deus, onde quem der mais poderá ter mais benefícios. São os modernos vendedores de indulgências (neste momento, explique um pouco sobre a Inquisição e a venda de indulgências, os crimes cometidos naquela época e quantos foram "poupados" pela igreja porque deram seus bens em nome de uma falsa salvação).
Veja as principais características que envolvem os discursos destes falsos profetas:
I- Descompromisso Moral - Os Vendilhões do Templo: "Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração. Porém, vós a tendes transformado em covil de ladrões" (Mt 21.12 e 13).
II- Deus cambista - "Desafio" a Deus: "Ai de vós, condutores de cegos, pois que dizeis: Qualquer que jurar pelo templo, nada é; mas o que jurar pelo ouro do templo, ou pela oferta, este faz certo. Insensatos e cegos! Pois qual é maior: a oferta, o ouro, ou o templo de Deus?" (Mt 23. 16).
III- Fé Cega - "Hipócritas! Devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações; por isso sofrereis mais rigoroso juízo"
(Mt 23. 14)
Há o "Descompromisso moral", isso é, não se exige dos que vierem a segui-los uma modificação moral significativa. Embora citem a necessidade de se fazer o bem, isso nada mais é do que um aparato para enfeitar o verdadeiro objetivo: a doação financeira. Não passa de um discurso vazio.
Apresentam um "Deus cambista", ou seja: os falsos profetas insinuam que Deus faz trocas, onde quem der mais dinheiro, será mais atendido. Não há em lugar algum dos Evangelhos de Jesus a troca com Deus. Muito pelo contrário, Cristo deixa claro que "nós mesmos" devemos levar nossas cruzes, ganhar "o pão" com o suor de nosso rosto, e que só ganhará o Reino de Deus aquele que fizer ao próximo o que deseja a si mesmo.
O que guia os seguidores destes fariseus modernos é a "Fé cega", incutida neles com discursos inflamados, demonstrações de pseudo-exorcismos, onde o que na verdade se vê é manifestação de obcessores que se comprazem com aquele espetáculo. As pessoas crêem porque mandaram crer, e não porque compreendem os acontecimentos ou as ordens que lhes são dadas. Novamente, é a esperteza explorando a credulidade ingênua.
Veja algumas passagens do Evangelho, comentando-as e traçando um paralelo com o que vem ocorrendo na sociedade:

I - Os Vendilhões do Templo
"Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração. Porém, vós a tendes transformado em covil de ladrões" (Mt 21.12 e 13).
A insensatez que se vê, com alguns exemplos: venda de potes com água que seria do Rio Jordão, onde Jesus foi batizado, como se a água fosse abençoada; de pedras que seriam do Templo onde Jesus pregava; de areia que seria de Jerusalém, onde o Mestre caminhava. Lembrando que a Doutrina Bíblica afirma que o único meio de afastar as más influências de nossa vida ou termos paz é melhorarmos nossa conduta e a fé em Deus, baseados na Graça e na misericórdia deste para conosco. Nada material poderá ter alguma influência sobre o espiritual.

II - "Desafio" a Deus
"Ai de vós, condutores de cegos, pois que dizeis: Qualquer que jurar pelo templo, nada é; mas o que jurar pelo ouro do templo, ou pela oferta, este faz certo. Insensatos e cegos! Pois qual é maior: a oferta, o ouro, ou o templo de Deus?" (Mt 23. 16).
O que vimos pela TV, onde pastores, em cultos realizados em diversos estádios carregavam sacos de dinheiro doado pelos fiéis, iludidos que o juramento, o testemunho embasado na oferta teria mais validade para o Pai.
Nos cultos televisivos, onde os pastores conclamam seus seguidores a "desafiar a Deus". Citam o Velho Testamento, das Escrituras, onde Josué, um dos líderes do povo Hebreu, desafiou a Deus para conseguir seus intentos.
Para os falsos profetas da modernidade, desafiar a Deus é dar uma quantia em dinheiro, desde que Deus lhe dê em dobro. Ou seja: ludibriam ao fiel, afirmando-lhe que se ele der seus bens, Deus tem a obrigação de lhe retribuir em dobro.
Deus não tem obrigação nenhuma para conosco. Ele criou as leis que nos regem a vida a salvação e nossa conduta, e cabe a nós respeitá-las para termos uma vida próspera e com paz. Deus escuta nossos pedidos em graça. E dar dinheiro à igreja ou ao templo não nos isenta de nossas responsabilidade morais, de melhoria íntima e para com o próximo.

III - Fé Cega
Hipócritas! Devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações; por isso sofrereis mais rigoroso juízo" (Mt 23. 14)
Jesus nos alerta que quando estas atitudes de enganação são feitas por pessoas que têm conhecimento das coisas de Deus, seus julgamentos serão piores. Quando o homem tem a oportunidade de conhecer o Evangelho, e ao invés de fazer bom uso deste entendimento em benefício do próximo apenas tira proveito para si próprio, esse com certeza sofrerá as conseqüências.
Lembre o próprio Jesus, que diz: "Se alguém enganar um desses pequeninos (pessoas que não tem conhecimento), melhor seria que se amarrasse um pedra no pescoço e se atirasse no fundo do mar". Daí, dá para se ter uma idéia da responsabilidade de quem fala em nome de Deus.

IV - Conclusão
Veja que não se está generalizando, dizendo que todos os que pedem dinheiro para a igreja ou templo são falsos profetas. Que o dinheiro é necessário para a manutenção das obras, para a evangelização e até para o pagamento de funcionários que cuidam de partes que exigem profissionalização. Isso acontece em todas as Igrejas e em qualquer associação ou instituição.
O que frisamos foi o erro de se associar à salvação, libertação, paz do homem, milagres o quanto de dinheiro ele doar, e conseqüentemente, o mal uso que muitos pastores podem dar a estas doações.
E entender que a Casa de Oração, não é um local onde trocamos benefícios com Deus, mas sim um meio de nos conscientizarmos de nossos erros e buscar uma melhoria em nossa conduta. Pois as únicas moedas que o Pai aceita como câmbio é a fé na graça e na misericórdia de Deus.

Quanto Vale um Milagre?

“Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai.” (Mateus 10.8)
Quanto vale um milagre? Quanto você está disposto a pagar? Cinqüenta? Cem? Olha, quanto maior a sua $Fé$, maior o milagre!!! Com todo respeito a religião que você meu leitor professa, não podemos ficar inertes e ver a população mais carente (de assistência, de educação, de emprego, e lideres honestos), ser enganada diante de nossos olhos e nem protestar.
A Bíblia, o único manual seguro de fé, mas que fica empoeirada, jogada e esquecida em móvel qualquer num canto de sua casa já a cerca de 2.000 anos atrás nos advertia sobre o surgimento desses “FALSOS MESTRES”.
No livro do Apóstolo Pedro, no Novo Testamento da Bíblia, ele disse que os Profetas foram movidos, guiados pelo ESPÍRITO SANTO. Estes homens eram especialmente escolhidos por Deus para falar ao povo em nome de Deus.
No capítulo 2 do mesmo livro de Pedro, ele declara que havia entre o povo de Israel, FALSOS PROFETAS, FALSOS MESTRES (homens declarando falsamente estarem falando em nome de Deus). “E haverá falsos mestres entre os cristãos”. INFELIZMENTE, estes são cristãos caídos, que de forma astuta, usando a falta de conhecimento do povo, que ignora a Santa Bíblia, são ovelhas fáceis de serem abatidas, presas fáceis na boca dos lobos que são esses FALSOS MESTRES.
O Apóstolo Pedro descreve o carater destes FALSOS MESTRES. Eles são arrogantes e não tem respeito pelas autoridades (2:10,18).
Eles são gananciosos, buscando acima de tudo, até do proprio Deus, O LUCRO FINANCEIRO a custa do suor do sagrado trabalho de seus pobres seguidores (Pedro 2-3 “movidos pela avareza, farão comércio de vós), 2:14 “tendo o coração exercitado na avareza“, 2:15 “permaneceram no erro de Balaão que queria lucar amaldiçoando o povo“. Além disso, eles são culpados de imoralidades, paixões imundas, e luxúria carnal (caps. 2:10, 2:13, 2:14).
Segundo Pedro, os que deixam Cristo, ou distorcem as verdade Bíblicas, se tornam “Escravos da Corrupção, cap. 2:19.
Causa calafrios o que esses FALSOS PROFETAS fazem pretensamente em nome de Deus. Nestes últimos dias, os jornais, revistas e noticiários da televisão brasileira e internacional estão divulgando a que custo diversos líderes de diversas denominações constroem os seus Impérios Econômicos, alguns arrecadando mais de um R$ 1 Bilhão e 700 milhões de reais por mês, explorando a fé dos mais fracos, mais incultos, despreparados. Aquele “trabalhador mais humilde”, mais sofredor, abandonado por todos as sua própria sorte, porque seu salário mal dá para comer.
Cuidado meu amado povo de Deus, leiam a Bíblia, procurem se situar melhor do ponto de vista bíblico na época em que vivemos, assim estarão vacinados espiritualmente contra esses “LOBOS” devoradores, que espreitam do fundo de seus templo-covis, para atacar principalmente o seu bolso.