“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios...” (1 Timóteo 4.1)
Os falsos profetas modernos
Falam do evangelho, exaltam a Jesus, contudo ligam suas orações à troca com Deus, onde quem der mais poderá ter mais benefícios. São os modernos vendedores de indulgências (neste momento, explique um pouco sobre a Inquisição e a venda de indulgências, os crimes cometidos naquela época e quantos foram "poupados" pela igreja porque deram seus bens em nome de uma falsa salvação).
Veja as principais características que envolvem os discursos destes falsos profetas:
I- Descompromisso Moral - Os Vendilhões do Templo: "Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração. Porém, vós a tendes transformado em covil de ladrões" (Mt 21.12 e 13).
II- Deus cambista - "Desafio" a Deus: "Ai de vós, condutores de cegos, pois que dizeis: Qualquer que jurar pelo templo, nada é; mas o que jurar pelo ouro do templo, ou pela oferta, este faz certo. Insensatos e cegos! Pois qual é maior: a oferta, o ouro, ou o templo de Deus?" (Mt 23. 16).
III- Fé Cega - "Hipócritas! Devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações; por isso sofrereis mais rigoroso juízo"
(Mt 23. 14)
Há o "Descompromisso moral", isso é, não se exige dos que vierem a segui-los uma modificação moral significativa. Embora citem a necessidade de se fazer o bem, isso nada mais é do que um aparato para enfeitar o verdadeiro objetivo: a doação financeira. Não passa de um discurso vazio.
Apresentam um "Deus cambista", ou seja: os falsos profetas insinuam que Deus faz trocas, onde quem der mais dinheiro, será mais atendido. Não há em lugar algum dos Evangelhos de Jesus a troca com Deus. Muito pelo contrário, Cristo deixa claro que "nós mesmos" devemos levar nossas cruzes, ganhar "o pão" com o suor de nosso rosto, e que só ganhará o Reino de Deus aquele que fizer ao próximo o que deseja a si mesmo.
O que guia os seguidores destes fariseus modernos é a "Fé cega", incutida neles com discursos inflamados, demonstrações de pseudo-exorcismos, onde o que na verdade se vê é manifestação de obcessores que se comprazem com aquele espetáculo. As pessoas crêem porque mandaram crer, e não porque compreendem os acontecimentos ou as ordens que lhes são dadas. Novamente, é a esperteza explorando a credulidade ingênua.
Veja algumas passagens do Evangelho, comentando-as e traçando um paralelo com o que vem ocorrendo na sociedade:
I - Os Vendilhões do Templo
"Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração. Porém, vós a tendes transformado em covil de ladrões" (Mt 21.12 e 13).
A insensatez que se vê, com alguns exemplos: venda de potes com água que seria do Rio Jordão, onde Jesus foi batizado, como se a água fosse abençoada; de pedras que seriam do Templo onde Jesus pregava; de areia que seria de Jerusalém, onde o Mestre caminhava. Lembrando que a Doutrina Bíblica afirma que o único meio de afastar as más influências de nossa vida ou termos paz é melhorarmos nossa conduta e a fé em Deus, baseados na Graça e na misericórdia deste para conosco. Nada material poderá ter alguma influência sobre o espiritual.
II - "Desafio" a Deus
"Ai de vós, condutores de cegos, pois que dizeis: Qualquer que jurar pelo templo, nada é; mas o que jurar pelo ouro do templo, ou pela oferta, este faz certo. Insensatos e cegos! Pois qual é maior: a oferta, o ouro, ou o templo de Deus?" (Mt 23. 16).
O que vimos pela TV, onde pastores, em cultos realizados em diversos estádios carregavam sacos de dinheiro doado pelos fiéis, iludidos que o juramento, o testemunho embasado na oferta teria mais validade para o Pai.
Nos cultos televisivos, onde os pastores conclamam seus seguidores a "desafiar a Deus". Citam o Velho Testamento, das Escrituras, onde Josué, um dos líderes do povo Hebreu, desafiou a Deus para conseguir seus intentos.
Para os falsos profetas da modernidade, desafiar a Deus é dar uma quantia em dinheiro, desde que Deus lhe dê em dobro. Ou seja: ludibriam ao fiel, afirmando-lhe que se ele der seus bens, Deus tem a obrigação de lhe retribuir em dobro.
Deus não tem obrigação nenhuma para conosco. Ele criou as leis que nos regem a vida a salvação e nossa conduta, e cabe a nós respeitá-las para termos uma vida próspera e com paz. Deus escuta nossos pedidos em graça. E dar dinheiro à igreja ou ao templo não nos isenta de nossas responsabilidade morais, de melhoria íntima e para com o próximo.
III - Fé Cega
Hipócritas! Devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações; por isso sofrereis mais rigoroso juízo" (Mt 23. 14)
Jesus nos alerta que quando estas atitudes de enganação são feitas por pessoas que têm conhecimento das coisas de Deus, seus julgamentos serão piores. Quando o homem tem a oportunidade de conhecer o Evangelho, e ao invés de fazer bom uso deste entendimento em benefício do próximo apenas tira proveito para si próprio, esse com certeza sofrerá as conseqüências.
Lembre o próprio Jesus, que diz: "Se alguém enganar um desses pequeninos (pessoas que não tem conhecimento), melhor seria que se amarrasse um pedra no pescoço e se atirasse no fundo do mar". Daí, dá para se ter uma idéia da responsabilidade de quem fala em nome de Deus.
IV - Conclusão
Veja que não se está generalizando, dizendo que todos os que pedem dinheiro para a igreja ou templo são falsos profetas. Que o dinheiro é necessário para a manutenção das obras, para a evangelização e até para o pagamento de funcionários que cuidam de partes que exigem profissionalização. Isso acontece em todas as Igrejas e em qualquer associação ou instituição.
O que frisamos foi o erro de se associar à salvação, libertação, paz do homem, milagres o quanto de dinheiro ele doar, e conseqüentemente, o mal uso que muitos pastores podem dar a estas doações.
E entender que a Casa de Oração, não é um local onde trocamos benefícios com Deus, mas sim um meio de nos conscientizarmos de nossos erros e buscar uma melhoria em nossa conduta. Pois as únicas moedas que o Pai aceita como câmbio é a fé na graça e na misericórdia de Deus.