domingo, 13 de junho de 2010

Por que comemorar o natal se Jesus nunca pediu isso nem ordenou?

“Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer.” (Lc 17.10)

Há pessoas e grupos religiosos que fazem da Bíblia um arquivo de soluções para todos os problemas e um depósito de respostas para todas as questões. De acordo com essas pessoas, tudo o que não se encontra nesse arquivo deve ser rejeitado como erro, contrário aos ensinamentos da Bíblia. Pode ser que essa pergunta tenha sido feita a partir dessa preocupação.
Para aprofundar essa questão,vamos fazer um exemplo. Todos nós costumamos celebrar nosso aniversário e o dos outros, não é mesmo? O que a Bíblia tem para dizer a esse respeito? Está certo ou está errado celebrar o aniversário? Com essa preocupação, algumas pessoas abrem o "arquivo das respostas", procurando uma solução definitiva. E acabam não encontrando, na Bíblia,nenhuma indicação se se deve ou não celebrar a data do nascimento. Jesus não disse nada. Os discípulos dele também não.
Aí alguém se lembra de que o rei Herodes celebrou seu aniversário, e foi justamente nessa ocasião que a filha de Herodíades pediu num prato a cabeça de João Batista (Marcos 6,17-29; Mateus 14,3-12). Herodes celebra a própria vida matando aqueles que defendem o povo. Que pensar disso?
Se fizéssemos da Bíblia um "arquivo de respostas", provavelmente não deveríamos celebrar a data de nascimento. Por quê? Porque, de acordo com que vimos, a celebração do aniversário é coisa de gente poderosa que trama a morte dos que defendem os interesses do povo. E então, como ficamos?
Esse exemplo levanta a questão da inculturação da Palavra de Deus na vida de cada povo. Tudo leva a crer que o povo da Bíblia não costumava celebrar o aniversário, e isso por razões bem simples: na precariedade dos meios, como recordar o dia que alguém nasceu?
Hoje nós temos registro de nascimento e tantos outros documentos que comprovam o dia em que nascemos. Mas naquele tempo isso se tornava extremamente difícil.
O caminho, portanto, deve ser outro, e parece ser este: celebrar o aniversário significa celebrar a vida, louvar a Deus pelo dom da existência, festejar com amigos e vizinhos, amar a vida e querer viver. E disso a Bíblia fala abundantemente. Ela estimula a celebrar, festejar, louvar. Basta, por exemplo, ler alguns Salmos para perceber como neles está presente o louvor, a ação de graças, o desejo de viver, o pedido de libertação, o amor à vida etc.
Então podemos afirmar que, embora não mande nem proíba festejar o aniversário, a Bíblia, pelo fato de valorizar a vida, nos estimula a celebrar nossa data de nascimento e a dos outros, também a de Jesus. A Sagrada Escritura deixa de ser, dessa forma, um ' "arquivo de respostas" para se tornar uma iluminação, uma proposta, um caminho... Em outras palavras, é preciso orientar-se mais pelo espírito do que pela letra da Bíblia. Ela não tem respostas para tudo, mas, como luz, pode tudo iluminar, indicando um caminho...
Será que Jesus sabia o dia em que nasceu? Será que José e Maria guardaram na memória o dia exato do nascimento de Jesus? Provavelmente não, pelos motivos que já apresentamos. O povo daquele tempo tinha pouco conhecimento de anos, meses, semanas etc. Naquele tempo, o máximo que se podia fazer era associar o nascimento de alguém a um acontecimento externo, como uma colheita de cereal, ou plantio, ou guerra... Nem sequer nós sabemos o dia em que Jesus nasceu. Mas isso não é motivo para que não comemoremos seu nascimento. Aliás, se quisermos orientar nossa vida exclusivamente pelas ordens explícitas de Jesus, pouco conseguiremos fazer. A que horas devemos levantar? A que horas devemos comer? A que horas devemos ir dormir? Devemos ir à escola ou não? Devemos ir ao médico ou não? De que modo devemos nos vestir? Essas e tantas outras perguntas, aparentemente tolas, mostram que não podemos fazer da Bíblia um "arquivo de respostas" prontas para todas as questões que a vida nos apresenta.
Alguns grupos religiosos fundamentalistas, agarrados à letra e não ao espírito da Bíblia, condenam os que celebram o Natal de Jesus justamente por ele nunca ter pedido isso nem ordenado. Que dizer disso? Às vezes o simples bom senso é suficiente para clarear essas questões. Outras vezes é preciso ligar o desconfiômetro: desconfie sempre de quem faz da Bíblia um "arquivo de respostas" para todos os problemas; desconfie sempre das religiões que se impõem pelo medo; desconfie sempre das religiões que crescem à custa da crítica destrutiva das outras religiões.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Igrejas cheias - crentes vazios

“Mas aquele que diz está nele deve andar como ele andou” (1 João 2.6)
Triste, lamentável, insuportável! É o que sinto em relação à situação da maioria das igrejas de hoje.
Grandes instituições que se envaidecem com o crescimento numérico, mas que não enxergam sua real situação. Nos púlpitos, líderes que se autodenominam "Apóstolos", "Bispos", "sacerdotes", daqui a pouco serão “demiurgos”. E na multidão, pessoas seduzidas pelas falsas promessas de prosperidade, grandeza e poder.
O véu do templo foi rasgado, porém, os camaradas insistem em recosturá-lo, pior ainda, constroem "Templos" e dizem: "Esta é a casa de Deus, fora dela não há salvação", esquecendo-se que Deus fez do homem Seu tabernáculo através de Jesus Cristo.
Não apascentam as ovelhas de Cristo, não pregam o Evangelho do Senhor, mas criam técnicas de manipulação, querem "crescer" em números, querem a glória para si, fama, ibope. "Aqui é a última porta", "ninguém faz mais milagres que EU!" Falam de si como se fossem deuses.
Poder é o que pregam. estão obcecados pelo tal "PODER". "Vocês pedir mais poder"! (Mas é exatamente o "poder" que está levando muitos à ruína).
A palavra chave é: "Sobrenatural".
"Hoje vamos trazer o céu até aqui"! (Ué, não é mais a "Igreja" que vai para o céu?). Loucos, lobos devoradores é o que são. E os analfabetos de bíblia dizem "amém" para tudo o que eles dizem, parecem até aquelas lagartixas que a cabeça balança à toa.
Os cultos são "alegres", "avivados", cheios de festa. Danças, palmas, gritos, gemidos.Há todo tipo de bizarrice e estupidez. Onde está o Evangelho? Onde está Jesus Cristo em suas músicas egocêntricas e chantagistas?
O "tal" Novo Testamento já não é mais lido. Aliás, pra quê? É tão sem graça, não tem atos proféticos, nem profecias ou promessas de triunfo e vida regalada. Como mitômanos vivem cegamente a sua historinha que só é verdade para eles. E, cheios de "poder", "profetizam" e "declaram" :"Somos, temos, podemos".
Se parassem por um instante para ler o Evangelho de Jesus Cristo, se calassem suas bocas tagarelas por um minuto ouviriam o Senhor falar, então perceberiam que são muitos, milhares de "crentes", porém vazios.
"E ao anjo da igreja que está em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu;
Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas. Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te.
Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas." Apocalipse 3;14-22
Qualquer semelhança não é mera coincidência.

Crentes não transformados

“Mas aquele que diz está nele deve andar como ele andou” (1 João 2.6)
Transformação é uma palavra chave na vida de cada pessoa que se identifica como seguidora de Jesus Cristo. As nossas igrejas estão cheias de simpatizantes e admiradores dos ensinamentos de Jesus, porém com tristeza vemos muitos crentes viverem de forma bem distante e diferente da proposta de Jesus. A transformação de que fala a bíblia é uma condição inegociável para o cristão, ela é ampla e global, é renovação da mente, é a mente da pessoa que controla sua vida, que determina suas ações, seu procedimento, por isso a bíblia diz que a renovação, a mudança, a transformação precisa acontecer na mente.
Há muitas idéias erradas sobre transformação:
1. Transformação não é somente vir a igreja em todas as reuniões, participar dos cultos, andar com a bíblia e dizer sou crente.
2. Transformação não é somente deixar de fumar, beber, jogar e outras coisas similares.
3. Transformação não é somente falar do que Jesus faz ou pode fazer.
4. Transformação não é somente deixar de andar em companhia de pessoas marginalizadas pela sociedade.
Com certeza essas coisas sozinhas, não mostram uma verdadeira transformação, é preciso muito mais. " Se a vossa justiça não exceder em muito os escribas e fariseus de modo algum entrareis no reino de Deus"Mateus 5:20. Meus irmãos as nossas igrejas tem muita gente que necessitam de uma real e verdadeira transformação.
A falta de uma vida verdadeiramente transformada tem impedido muitas pessoas de se aproximarem do evangelho de Jesus Cristo. A força do evangelho está na transformação que ele produz; precisamos nos libertar do velho homem com todos os seus resquícios e sermos revestidos de uma nova vida. Imagine uma esposa que diz para o seu marido- "Eu, agora sou crente, vou a igreja, leio a bíblia, sou diferente.", mas continua a brigar com o marido por tudo, a falar mal da vizinha, e ainda diz para o marido você precisa se converter. Que exemplo esse marido tem da esposa? Que evangelho é esse?. Pense, em um filho que vai a todas as reuniões da igreja, é líder dos jovens ou dos adolescentes, mas em casa é respondão, briguento, irrita-se com facilidade, é grosseiro, não respeita os pais, quando você acha que os pais desse jovem vão desejar aceitar o mesmo Jesus do seu filho? E o inverso é verdadeiro tem pais que oram anos a fio pelos seus filhos, porem nunca deram um testemunho que tenha provocado em seus filhos o desejo de servir ao mesmo Deus que eles. Que dizem os colegas de trabalho de um crente mal humorado, que nunca está pronto pra ajudar ninguém, está transformado porque vai a igreja e é só, alguém vai desejar conhecer o Jesus dessa pessoa. O que dizer do jovem, da jovem que escandaliza os novos convertidos, pois falam mal, e as vezes até criam barreiras entre os irmãos, como será o Jesus dessa pessoa. " Aquele que diz está nele deve andar como ele andou" I João 2:6
O mais difícil irmãos é que tem pessoas que se acostumaram a ser assim, e acham que não tem nada demais., porem fazem mal para si e para os outros. Não estamos falando que podemos viver sem pecar, pois que isso é impossível enquanto estivermos aqui na terra.
Transformai-vos, essa é ordem de Jesus, para vida de todo aquele que é nascido de novo.
Transformai o vosso modo de pensar, de falar e de agir, com certeza as pessoas verão a diferença e quando vêem está diferença dizem, verdadeiramente o evangelho transforma.
Quer ganhar seu marido pra Jesus, seja uma pessoa transformada, deixe Jesus agir em tua vida.
Quer ganhar tua esposa para Cristo, seja um exemplo de marido, em todas as áreas, seja um servo usado por Deus.
Quer ganhar teu filho, tua filha, ore por ele, por ela, mais mostres que você é um pai, uma mãe diferente, que há algo divino em você.
Jovem quer ganhar seus pais para Cristo, quer leva-los aos pés de Jesus, seja um filho transformado, uma filha transformada.
Está em nossas mãos fazer a diferença. Como é bom ouvirmos, de um pai, o meu filho é outro desde que entrou na igreja, desde que aceitou Jesus.
Quantas esposas podem dizer, foi o testemunho do meu marido, que me trouxe a Jesus.
O mundo quer ver Jesus em nós, nos nossos atos, nas nossas palavras, não afaste pessoas de Jesus, seja um crente transformado, seja diferente. Ame, perdoei, ajude, coopere, compreenda, ganhe vidas pra Jesus, entregue a sua vida para Jesus

A Prosperidade como Promessa de Deus

“ Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios...” (1 Timóteo 4.1)
O tema da prosperidade abre diversas frentes de debate e reflexão. Pelo menos nos últimos vinte anos, tem sido a mola de propulsão de variadas denominações evangélicas, que usam e abusam deste conceito, que por sinal é bíblico. É evidente que, em se tratando de igrejas evangélicas, espera-se que a mensagem tenha embasamento bíblico. Diariamente vemos e ouvimos mensagens sobre o referido tema anunciadas em variados canais de televisão; usando alguns recortes bíblicos, principalmente do Antigo Testamento, diversos pregadores elencam uma série de promessas divinas sobre prosperidade. Contudo, precisamos nos lembrar de que a mensagem central do Antigo Testamento é “aliança”. O texto base que apresenta os termos desta “aliança” é o de Êxodo 24.7: E tomou o Livro da Aliança e o leu ao povo; e eles disseram: Tudo o que falou o SENHOR faremos e obedeceremos. No contexto anterior, temos a revelação de Deus a Moisés, sendo que no capítulo 23, há a descrição dos direitos e deveres estabelecidos nos termos da aliança entre o Deus das promessas e o povo, alvo das promessas. O eixo central desta aliança é “fidelidade” de ambas as partes. Deus prometeu ser fiel no cumprimento de todas as promessas; e como resposta, o povo disse: Tudo o que falou o SENHOR faremos e obedeceremos. Entretanto, ao longo desta história da aliança, a Bíblia descreve que Israel não conseguiu cumprir os termos previamente estabelecidos. Vale dizer que o conceito de prosperidade conforme descrito no Antigo Testamento é bem diferente do que entendemos hoje. A prosperidade material no A.T é descrita como bênção de Deus para as tribos de Israel. para tanto, sempre houve exortação divina para que não houvesse ganância, usura e principalmente egoísmo. Em Dt 15.7-9 temos: Quando entre ti houver algum pobre de teus irmãos, em alguma das tuas cidades, na tua terra que o SENHOR, teu Deus, te dá, não endurecerás o teu coração, nem fecharás as mãos a teu irmão pobre; antes, lhe abrirás de todo a mão e lhe emprestarás o que lhe falta, quanto baste para a sua necessidade. Guarda-te não haja pensamento vil no teu coração, nem digas: Está próximo o sétimo ano, o ano da remissão, de sorte que os teus olhos sejam malignos para com teu irmão pobre, e não lhe dês nada, e ele clame contra ti ao SENHOR, e haja em ti pecado.
Em nosso tempo, prosperidade material está incluída num contexto de individualidade e, sobretudo, equivale ao poder desenfreado do consumismo. Em nosso tempo, há ricos que desejam mais riqueza ainda; e há pobres cada vez mais pobres. Contudo, algo muito comum entre ricos e pobres, é que na maioria, ambos procuram e lotam as igrejas que prometem prosperidade, não em busca de Deus, mas em busca da prosperidade.
À semelhança do Antigo Testamento, a mensagem central do Novo Testamento também é “aliança”. Se no Antigo Testamento, Moisés é o portador da Boa Nova, que prenunciava uma terra boa e farta; no Novo Testamento, Jesus é o portador também da Boa Nova, que prenunciou um novo tempo, e nova forma de relacionamento com Deus. Mantém-se o conceito de “aliança”, contudo, numa perspectiva completamente diferente. Esta nova aliança é firmada em Cristo, e significa mudança de vida, novo nascimento, santidade, vida eterna e, sobretudo, a caminhada em busca da pátria celestial. Desta forma, a promessa de prosperidade material no Antigo Testamento é transformada em prosperidade espiritual no Novo Testamento. Foi o próprio Jesus quem nos ensinou: Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo, Jo 6:27. Disse também: Vendei os vossos bens e dai esmola; fazei para vós outros bolsas que não desgastem, tesouro inextinguível nos céus, onde não chega o ladrão, nem a traça consome, Lc 12:33.
Portanto, a última Boa Nova nos foi trazida por Cristo e é sobre ela que firmamos nossos passos. A marca fundamental na vida dos verdadeiros convertidos é a de que estes buscam primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, pois, confiam de todo coração que as “demais coisas” serão acrescentadas pelo próprio Deus, que cumpre a todas as suas promessas. Nesse sentido, a prosperidade material na vida do crente verdadeiramente convertido, acontece como bênção decorrente dos propósitos de Deus; ou seja, nem todo crente terá prosperidade material, mas, certamente todos terão o suficiente para viverem com dignidade, pois esta é a promessa de Deus para todos os seus escolhidos. Desta forma, a prosperidade material no Novo Testamento não é o alvo central; mas ela ocorre, e quando assim se dá, não ofusca o centro da fé cristã, que é a vida eterna. Então, prosperidade material é dom de Deus, e vem de seu propósito soberano de escolher a quem Ele decide distribuir os talentos. E não cabe a nós questionar o porquê recebemos cinco, ou dois ou um talento. Antes, nós adoramos a Deus pela salvação conquistada gratuitamente em Cristo, e não pela prosperidade material; esta é a mensagem que encontramos já no Antigo Testamento, nas palavras do profeta Habacuque 3.17-18: Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação. Assim, nos alegramos no Deus da nossa salvação. De posse dessa certeza, nós devemos honrar a Deus com tudo o que somos e com tudo o que temos, pois, tudo vem de Deus; Dele vem a nossa santidade e Dele vem o nosso suprimento necessário.

Os Falsos Profetas de Hoje

“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios...” (1 Timóteo 4.1)
Os falsos profetas modernos
Falam do evangelho, exaltam a Jesus, contudo ligam suas orações à troca com Deus, onde quem der mais poderá ter mais benefícios. São os modernos vendedores de indulgências (neste momento, explique um pouco sobre a Inquisição e a venda de indulgências, os crimes cometidos naquela época e quantos foram "poupados" pela igreja porque deram seus bens em nome de uma falsa salvação).
Veja as principais características que envolvem os discursos destes falsos profetas:
I- Descompromisso Moral - Os Vendilhões do Templo: "Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração. Porém, vós a tendes transformado em covil de ladrões" (Mt 21.12 e 13).
II- Deus cambista - "Desafio" a Deus: "Ai de vós, condutores de cegos, pois que dizeis: Qualquer que jurar pelo templo, nada é; mas o que jurar pelo ouro do templo, ou pela oferta, este faz certo. Insensatos e cegos! Pois qual é maior: a oferta, o ouro, ou o templo de Deus?" (Mt 23. 16).
III- Fé Cega - "Hipócritas! Devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações; por isso sofrereis mais rigoroso juízo"
(Mt 23. 14)
Há o "Descompromisso moral", isso é, não se exige dos que vierem a segui-los uma modificação moral significativa. Embora citem a necessidade de se fazer o bem, isso nada mais é do que um aparato para enfeitar o verdadeiro objetivo: a doação financeira. Não passa de um discurso vazio.
Apresentam um "Deus cambista", ou seja: os falsos profetas insinuam que Deus faz trocas, onde quem der mais dinheiro, será mais atendido. Não há em lugar algum dos Evangelhos de Jesus a troca com Deus. Muito pelo contrário, Cristo deixa claro que "nós mesmos" devemos levar nossas cruzes, ganhar "o pão" com o suor de nosso rosto, e que só ganhará o Reino de Deus aquele que fizer ao próximo o que deseja a si mesmo.
O que guia os seguidores destes fariseus modernos é a "Fé cega", incutida neles com discursos inflamados, demonstrações de pseudo-exorcismos, onde o que na verdade se vê é manifestação de obcessores que se comprazem com aquele espetáculo. As pessoas crêem porque mandaram crer, e não porque compreendem os acontecimentos ou as ordens que lhes são dadas. Novamente, é a esperteza explorando a credulidade ingênua.
Veja algumas passagens do Evangelho, comentando-as e traçando um paralelo com o que vem ocorrendo na sociedade:

I - Os Vendilhões do Templo
"Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração. Porém, vós a tendes transformado em covil de ladrões" (Mt 21.12 e 13).
A insensatez que se vê, com alguns exemplos: venda de potes com água que seria do Rio Jordão, onde Jesus foi batizado, como se a água fosse abençoada; de pedras que seriam do Templo onde Jesus pregava; de areia que seria de Jerusalém, onde o Mestre caminhava. Lembrando que a Doutrina Bíblica afirma que o único meio de afastar as más influências de nossa vida ou termos paz é melhorarmos nossa conduta e a fé em Deus, baseados na Graça e na misericórdia deste para conosco. Nada material poderá ter alguma influência sobre o espiritual.

II - "Desafio" a Deus
"Ai de vós, condutores de cegos, pois que dizeis: Qualquer que jurar pelo templo, nada é; mas o que jurar pelo ouro do templo, ou pela oferta, este faz certo. Insensatos e cegos! Pois qual é maior: a oferta, o ouro, ou o templo de Deus?" (Mt 23. 16).
O que vimos pela TV, onde pastores, em cultos realizados em diversos estádios carregavam sacos de dinheiro doado pelos fiéis, iludidos que o juramento, o testemunho embasado na oferta teria mais validade para o Pai.
Nos cultos televisivos, onde os pastores conclamam seus seguidores a "desafiar a Deus". Citam o Velho Testamento, das Escrituras, onde Josué, um dos líderes do povo Hebreu, desafiou a Deus para conseguir seus intentos.
Para os falsos profetas da modernidade, desafiar a Deus é dar uma quantia em dinheiro, desde que Deus lhe dê em dobro. Ou seja: ludibriam ao fiel, afirmando-lhe que se ele der seus bens, Deus tem a obrigação de lhe retribuir em dobro.
Deus não tem obrigação nenhuma para conosco. Ele criou as leis que nos regem a vida a salvação e nossa conduta, e cabe a nós respeitá-las para termos uma vida próspera e com paz. Deus escuta nossos pedidos em graça. E dar dinheiro à igreja ou ao templo não nos isenta de nossas responsabilidade morais, de melhoria íntima e para com o próximo.

III - Fé Cega
Hipócritas! Devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações; por isso sofrereis mais rigoroso juízo" (Mt 23. 14)
Jesus nos alerta que quando estas atitudes de enganação são feitas por pessoas que têm conhecimento das coisas de Deus, seus julgamentos serão piores. Quando o homem tem a oportunidade de conhecer o Evangelho, e ao invés de fazer bom uso deste entendimento em benefício do próximo apenas tira proveito para si próprio, esse com certeza sofrerá as conseqüências.
Lembre o próprio Jesus, que diz: "Se alguém enganar um desses pequeninos (pessoas que não tem conhecimento), melhor seria que se amarrasse um pedra no pescoço e se atirasse no fundo do mar". Daí, dá para se ter uma idéia da responsabilidade de quem fala em nome de Deus.

IV - Conclusão
Veja que não se está generalizando, dizendo que todos os que pedem dinheiro para a igreja ou templo são falsos profetas. Que o dinheiro é necessário para a manutenção das obras, para a evangelização e até para o pagamento de funcionários que cuidam de partes que exigem profissionalização. Isso acontece em todas as Igrejas e em qualquer associação ou instituição.
O que frisamos foi o erro de se associar à salvação, libertação, paz do homem, milagres o quanto de dinheiro ele doar, e conseqüentemente, o mal uso que muitos pastores podem dar a estas doações.
E entender que a Casa de Oração, não é um local onde trocamos benefícios com Deus, mas sim um meio de nos conscientizarmos de nossos erros e buscar uma melhoria em nossa conduta. Pois as únicas moedas que o Pai aceita como câmbio é a fé na graça e na misericórdia de Deus.

Quanto Vale um Milagre?

“Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai.” (Mateus 10.8)
Quanto vale um milagre? Quanto você está disposto a pagar? Cinqüenta? Cem? Olha, quanto maior a sua $Fé$, maior o milagre!!! Com todo respeito a religião que você meu leitor professa, não podemos ficar inertes e ver a população mais carente (de assistência, de educação, de emprego, e lideres honestos), ser enganada diante de nossos olhos e nem protestar.
A Bíblia, o único manual seguro de fé, mas que fica empoeirada, jogada e esquecida em móvel qualquer num canto de sua casa já a cerca de 2.000 anos atrás nos advertia sobre o surgimento desses “FALSOS MESTRES”.
No livro do Apóstolo Pedro, no Novo Testamento da Bíblia, ele disse que os Profetas foram movidos, guiados pelo ESPÍRITO SANTO. Estes homens eram especialmente escolhidos por Deus para falar ao povo em nome de Deus.
No capítulo 2 do mesmo livro de Pedro, ele declara que havia entre o povo de Israel, FALSOS PROFETAS, FALSOS MESTRES (homens declarando falsamente estarem falando em nome de Deus). “E haverá falsos mestres entre os cristãos”. INFELIZMENTE, estes são cristãos caídos, que de forma astuta, usando a falta de conhecimento do povo, que ignora a Santa Bíblia, são ovelhas fáceis de serem abatidas, presas fáceis na boca dos lobos que são esses FALSOS MESTRES.
O Apóstolo Pedro descreve o carater destes FALSOS MESTRES. Eles são arrogantes e não tem respeito pelas autoridades (2:10,18).
Eles são gananciosos, buscando acima de tudo, até do proprio Deus, O LUCRO FINANCEIRO a custa do suor do sagrado trabalho de seus pobres seguidores (Pedro 2-3 “movidos pela avareza, farão comércio de vós), 2:14 “tendo o coração exercitado na avareza“, 2:15 “permaneceram no erro de Balaão que queria lucar amaldiçoando o povo“. Além disso, eles são culpados de imoralidades, paixões imundas, e luxúria carnal (caps. 2:10, 2:13, 2:14).
Segundo Pedro, os que deixam Cristo, ou distorcem as verdade Bíblicas, se tornam “Escravos da Corrupção, cap. 2:19.
Causa calafrios o que esses FALSOS PROFETAS fazem pretensamente em nome de Deus. Nestes últimos dias, os jornais, revistas e noticiários da televisão brasileira e internacional estão divulgando a que custo diversos líderes de diversas denominações constroem os seus Impérios Econômicos, alguns arrecadando mais de um R$ 1 Bilhão e 700 milhões de reais por mês, explorando a fé dos mais fracos, mais incultos, despreparados. Aquele “trabalhador mais humilde”, mais sofredor, abandonado por todos as sua própria sorte, porque seu salário mal dá para comer.
Cuidado meu amado povo de Deus, leiam a Bíblia, procurem se situar melhor do ponto de vista bíblico na época em que vivemos, assim estarão vacinados espiritualmente contra esses “LOBOS” devoradores, que espreitam do fundo de seus templo-covis, para atacar principalmente o seu bolso.

Mercenários da Fé

“Ouvi agora isto, vós chefes da casa de Jacó, e vós maiorais da casa de Israel, que abominais o juízo e perverteis tudo o que é direito... Os seus chefes dão as sentenças por suborno, e os seus sacerdotes ensinam por interesse, e os seus profetas profetizam por dinheiro; e ainda se encostam no Senhor, e dizem: não está o Senhor no meio de nós? (Miquéias 3.9)
É justamente este clima que vem contaminando a maior parte dos pastores de nosso tempo. Tanto, é, que um líder de uma certa igreja escreveu e relatou o seguinte: “O Espírito Santo nos fez compreender, que o dinheiro na sua obra é o sangue da Igreja do Senhor Jesus Cristo”. (Livro nos passos de Jesus, página 63) Esta declaração é um absurdo, uma blasfêmia e uma afronta ao Todo Poderoso, pois ele não se utiliza do dinheiro para abençoar e resgatar o homem: “Porque assim diz o Senhor: por nada fostes vendidos; também sem dinheiro sereis resgatados”. (Isaias 52:3) Será que há coerência as declarações deste líder bem como dos que lhe seguem o exemplo, com a palavra de Deus? É, obvio que não. Pedro sim, tinha conhecimento de causa em relação a esta questão, pois ele disse: “Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados... mas com o precioso sangue de Jesus, como de um cordeiro imaculado e puro”. (1 Pedro,1:18) Devemos receber e aceitar estas doutrinas falsas, que são apresentadas por estes supostos ministros, que se auto proclamam como ministros de Deus? Veja o que Paulo nos diz: “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro Evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema, (maldito)”. (Gálatas, 1:8) Ora, se o apóstolo Paulo nos adverte, para que não recebamos um evangelho anunciado por anjos, quanto mais, o anunciado por estes mercenários que estão devorando e explorando os menos esclarecidos, eles são guias das trevas e não da luz. Tanto é verdade, que o profeta disse: os guias deste povo são enganadores, e os que por eles são guiados, são devorados. (Isaias, 9:16) mas por incrível que pareça há fiéis, que ainda se revoltam, quando se denuncia as falcatruas destes exploradores, e os defendem com unhas e dentes, e os consideram como ministros e homens de bem. Porem quanto ao ministro que é enviado da parte de Deus, para falar a verdade, eles o odeiam: “E ouviram os sacerdotes, e os profetas, e todo povo, a Jeremias, anunciando estas palavras na casa do Senhor. e sucedeu que, acabando Jeremias de dizer tudo quanto o Senhor lhe havia ordenado, pegaram nele os sacerdotes, e os profetas, e todo o povo, dizendo: Certamente morrerás, Porque profetizaste no nome do Senhor....e ajuntou-se todo o povo contra Jeremias, na casa do Senhor”.(Jeremias, 26:7) Hoje em dia o povo que se diz cristão, não quer ouvir a verdade plena, mas sim, palavras suaves e agradáveis, que infocam prosperidade e bênçãos, como por exemplo, reunião dos empresários, banho do descarrego, terapia do amor, etc. Há uma programação na tv, que tem por titulo em busca do amor, e os clips da programação é totalmente abrilhantado por ídolos do POP, e da MPB, como, Elthon Jhon, Madona, Witney huston, Julio Iglesias, Alexandre Pires, Vanessa Camargo, Ana Carolina, entre outros. E ainda dizem que é tudo para a Glória do Senhor. Porem, Deus é sábio, e não aceita a maioria dos louvores que são apresentados nas Igrejas, quanto mais o apresentado por estes oportunistas que cantam por dinheiro. Esta escrito: “Aborreço e desprezo as vossas festas, e as vossas assembléias solenes não me dão nenhum prazer; afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias dos teus instrumentos”. (Amós, 5:21) Estes lideres, que apresentam um evangelho clonado, são bem aceitos por seus seguidores, e maioria faz tudo o que seus lideres ordena, são verdadeiras marionetes, como criancinhas sendo arrastados por todo vento de doutrina, foi por saber destes fatos que o apóstolo Paulo, disse: “para que não sejamos mais crianças inconstantes, levados por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente”. (Efésios, 4:14) Jesus Cristo, sabedor do que ocorreria nos últimos dias, já falou: “Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora enganariam até os escolhidos”. (Mateus, 24:24) Ora, se Cristo disse, que até os escolhidos correm o risco de serem enganados. Quanto mais estes supostos crentes, que não possuem nenhuma maturidade espiritual. Sendo assim, estes mercenários manipulam a massa, com a maior naturalidade.
Há ministros, que fora do Brasil, arrumam problema com a justiça, por mentirem e tentarem se passarem por representantes de Deus. Mas apesar de tudo, dizem: que são vitimas, e que tudo não passa de perseguição do Diabo.
Que Deus tenha misericórdia desta geração de supostos ministros, pois eles nem imaginam a ira de Deus, que um dia há de cair sobre suas cabeças, para concluir está escrito: “De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue do testamento, com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça? Porque bem conhecemos aquele que disse: Minha é a vingança, eu darei a recompensa, diz o Senhor. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrenda coisa é cair nas mãos de um Deus vivo”. (Hebreus, 10:29) Quem tem entendimento para entender que entenda. O juízo começará pela casa de Deus, pois ele não tem o culpado por inocente. Amém.

Qualificações morais do pastor

“Esta é uma palavra fiel: Se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar.” 1Tm 3.1,2
Se algum homem deseja ser “bispo” (gr. episkopos, i.e., aquele que tem sobre si a responsabilidade pastoral, o pastor), deseja um encargo nobre e importante (3.1). É necessário, porém, que essa aspiração seja confirmada pela Palavra de Deus (3.1-10; 4.12) e pela igreja (3.10), porque Deus estabeleceu para a igreja certos requisitos específicos. Quem se disser chamado por Deus para o trabalho pastoral deve ser aprovado pela igreja segundo os padrões bíblicos de 3.1-13; 4.12; Tt 1.5-9. Isso significa que a igreja não deve aceitar pessoa alguma para a obra ministerial tendo por base apenas seu desejo, sua escolaridade, sua espiritualidade, ou porque essa pessoa acha que tem visão ou chamada. A igreja da atualidade não tem o direito de reduzir esses preceitos que Deus estabeleceu mediante o Espírito Santo. Eles estão plenamente em vigor e devem ser observados por amor ao nome de Deus, ao seu reino e da honra e credibilidade da elevada posição de ministro.
1. Os padrões bíblicos do pastor, como vemos aqui, são principalmente morais e espirituais. O caráter íntegro de quem aspira ser pastor de uma igreja é mais importante do que personalidade influente, dotes de pregação, capacidade administrativa ou graus acadêmicos. O enfoque das qualificações ministeriais concentra-se no comportamento daquele que persevera na sabedoria divina, nas decisões acertadas e na santidade devida. Os que aspiram ao pastorado sejam primeiro provados quanto à sua trajetória espiritual (cf. 3.10). Partindo daí, o Espírito Santo estabelece o elevado padrão para o candidato, i.e., que ele precisa ser um crente que se tenha mantido firme e fiel a Jesus Cristo e aos seus princípios de retidão, e que por isso pode servir como exemplo de fidelidade, veracidade, honestidade e pureza. Noutras palavras, seu caráter deve demonstrar o ensino de Cristo em Mt 25.21 de que ser “fiel sobre o pouco” conduz à posição de governar “sobre o muito”.
2. O líder cristão deve ser, antes de qualquer coisa, “exemplo dos fiéis” (4.12; cf. 1Pe 5.3). Isto é: sua vida cristã e sua perseverança na fé podem ser mencionadas perante a congregação como dignas de imitação.
a. Os dirigentes devem manifestar o mais digno exemplo de perseverança na piedade, fidelidade, pureza em face à tentação, lealdade e amor a Cristo e ao evangelho (4.12,15).
b. O povo de Deus deve aprender a ética cristã e a verdadeira piedade, não somente pela Palavra de Deus, mas também pelo exemplo dos pastores que vivem conforme os padrões bíblicos. O pastor deve ser alguém cuja fidelidade a Cristo pode ser tomada como padrão ou exemplo (1Co 11.1; Fp 3.17; 1Ts 1.6; 2Ts 3.7,9; 2Tm 1.13).
3. O Espírito Santo acentua grandemente a liderança do crente no lar, no casamento e na família (3.2,4,5; Tt 1.6). Isto é: o obreiro deve ser um exemplo para a família de Deus, especialmente na sua fidelidade à esposa e aos filhos. Se aqui ele falhar, como “terá cuidado da igreja de Deus?” (3.5). Ele deve ser “marido de uma [só] mulher” (3.2). Esta expressão denota que o candidato ao ministério pastoral deve ser um crente que foi sempre fiel à sua esposa. A tradução literal do grego em 3.2 (mias gunaikos, um genitivo atributivo) é “homem de uma única mulher”, i.e., um marido sempre fiel à sua esposa.
4. Conseqüentemente, quem na igreja comete graves pecados morais, desqualifica-se para o exercício pastoral e para qualquer posição de liderança na igreja local (cf. 3.8-12). Tais pessoas podem ser plenamente perdoadas pela graça de Deus, mas perderam a condição de servir como exemplo de perseverança inabalável na fé, no amor e na pureza (4.11-16; Tt 1.9). Já no AT, Deus expressamente requereu que os dirigentes do seu povo fossem homens de elevados padrões morais e espirituais. Se falhassem, seriam substituídos (Gn 9.4; Lv 10.2; 21.7,17; Nm 20.12; 1Sm 2.23; Jr 23.14; 29.23).
5. A Palavra de Deus declara a respeito do crente que venha a adulterar que “o seu opróbrio nunca se apagará” (Pv 6.32,33). Isto é, sua vergonha não desaparecerá. Isso não significa que nem Deus nem a igreja perdoará tal pessoa. Deus realmente perdoa qualquer pecado enumerado em 3.1-13, se houver tristeza segundo Deus e arrependimento por parte da pessoa que cometeu tal pecado. O que o Espírito Santo está declarando, porém, é que há certos pecados que são tão graves que a vergonha e a ignomínia (i.e., o opróbrio) daquele pecado permanecerão com o indivíduo mesmo depois do perdão (2Sm 12.9-14).
6. Mas o que dizer do rei Davi? Sua continuação como rei de Israel, a despeito do seu pecado de adultério e de homicídio (2Sm 11.1-21; 12.9-15) é vista por alguns como uma justificativa bíblica para a pessoa continuar à frente da igreja de Deus, mesmo tendo violado os padrões já mencionados. Essa comparação, no entanto, é falha por vários motivos.
a. O cargo de rei de Israel do AT, e o cargo de ministro espiritual da igreja de Jesus Cristo, segundo o NT, são duas coisas inteiramente diferentes. Deus não somente permitiu a Davi, mas, também a muitos outros reis que foram extremamente ímpios e perversos, permanecerem como reis da nação de Israel. A liderança espiritual da igreja do NT, sendo esta comprada com o sangue de Jesus Cristo, requer padrões espirituais muito mais altos.
b. Segundo a revelação divina no NT e os padrões do ministério ali exigidos, Davi não teria as qualificações para o cargo de pastor de uma igreja do NT. Ele teve diversas esposas, praticou infidelidade conjugal, falhou grandemente no governo do seu próprio lar, tornou-se homicida e derramou muito sangue (1Cr 22.8; 28.3). Observe-se também que por ter Davi, devido ao seu pecado, dado lugar a que os inimigos de Deus blasfemassem, ele sofreu castigo divino pelo resto da sua vida (2Sm 12.9-14).
7. As igrejas atuais não devem, pois, desprezar as qualificações justas exigidas por Deus para seus pastores e demais obreiros, conforme está escrito na revelação divina. É dever de toda igreja orar por seus pastores, assisti-los e sustentá-los na sua missão de servirem como “exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, na caridade, no espírito, na fé, na pureza” (4.12).

Todas as manhãs

Teremos nós considerado esse Homem solitário, que ia, madrugada, «muito antes do romper do dia», para um lugar deserto, para orar? Tê-Lo-emos nós ouvido repetir a palavra do profeta: «Ele desperta-me todas as manhãs, desperta-me o ouvido para que ouça»? E, se o temos feito, não terá sido grande a nossa admiração ao vermos Aquele que tudo possui, o Criador e Senhor dos infinitos, prostrado, ao amanhecer, em oração a Seu Deus e Pai? Aquele que conhecia todas as coisas, tinha, pois, necessidade de «escutar» todas as manhãs, de estar atento e vigilante, como se de um simples aluno se tratasse! Neste mundo, Ele era o Homem dependente, o Homem humilhado, o Homem obediente, que nos deixou um modelo a fim de seguirmos os Seus passos.
O «pão do Céu» estava diariamente à sua disposição, mas deveria ir colhê-lo todos os dias, antes do Sol nascer! Se o próprio Senhor Jesus, como homem, sentia a necessidade dessa hora matinal em íntima comunhão com o Seu Pai, não deveríamos nós, fracos e ignorantes como somos, compreender também a sua necessidade e o seu valor?
Os Seus dias eram tão cheios que, por vezes, nem sequer tinha tempo para partir o pão com os Seus discípulos! Mas, apesar de tudo, os primeiros momentos do dia eram consagrados à oração e à meditação solitárias — base de uma atividade que subia inteirinha até Deus, como um perfume muito suave.
Conheceremos nós a doçura desses momentos passados assim, ao romper do dia, na solidão, a Seus pés? Quando tudo ainda dorme à nossa volta, teremos nós o hábito de irmos tirar a água viva ao «poço» d'Aquele que vive e que Se revela; de irmos saborear as Suas misericórdias, que são renovadas cada manhã? (Lm 3:23). É lá, a sós com Ele, que ouvimos a Sua voz, nas páginas do Livro que Deus nos deu. Ali nos rendemos a conhecê-Lo, a considerá-Lo; aprendemos d'Ele, para refletirmos, nas horas que vão seguir-se, algo das perfeições que o Espírito Santo nos tiver feito descobrir nessa Pessoa maravilhosa.
Após tê-Lo «deixado falar», poderemos então, por nosso lado, dizer-Lhe tudo o que tivermos no coração, colocar todos os nossos problemas perante Ele: «Pela manhã ouvirás a minha voz, ó Senhor; pela manhã me apresentarei a ti, e vigiarei» (SI 5:3).
O Inimigo é hábil para nos arrebatar esses momentos, ou, pelo menos, para os reduzir a tal ponto que perdem muito ido seu sabor. A hora do trabalho que se aproxima, a fadiga da véspera, consequência, por vezes, de um serão excessivamente prolongado, e tantos outros pormenores, ornam-se pretextos para abreviarmos esta meditação matinal. Todas as manhãs, o Israelita no deserto ia apanhar o maná para aquele dia; não fazia provisões. O «pão do Céu» estava diariamente à sua disposição, mas deveria ir colhê-lo todos os dias, antes do Sol nascer! (Êx 16:21).
Quando, a sós com Ele, o Senhor nos tiver assim falado, guardemos cuidadosamente no nosso coração a «palavra» especial que Ele nos tiver dado. Anotemo-la; repitamo-la no nosso íntimo durante o dia; ponhamo-la em prática! Assim vivida, tomar-se-á como uma parte de nós mesmos, como um tesouro que pouco a pouco transformará o nosso coração. E se o nosso Deus permitir um tempo de provação na nossa vida; se essa provação reaparecer «todas as manhãs», não nos esqueçamos de que o Seu coração se ocupa de nós (Jó 7:17-18).
Tendo Ele conhecido o sofrimento como conheceu, pode bem ocorrer a todas as nossas enfermidades. Vamos, pois, a Seus pés, ao romper do dia, escutar a única voz que sabe fortalecer com uma palavra o que está cansado, aumentar a energia 'ao que carece de vigor!’
Temos necessidade de beber dessa preciosa Fonte, de nos assentarmos à Sua sombra, de saborearmos o Seu fruto. Portanto, repitamos com Moisés a oração de outrora: «Sacia-nos de madrugada com a tua benignidade, para que nos regozijemos e nos alegremos todos os nossos dias» (SI 90:14) — esperando a manhã sem nuvens, onde a alegria será perfeita e eterna, porque ali O veremos.

Qual o valor da Palavra de Deus para você?

É com tristeza que após uma conversa com alguém sobre a Bíblia eu escute a seguinte afirmação: “Sei que a Bíblia fala isso, mas eu penso diferente”.
Quando, ainda falando a Israel, Deus por intermédio do profeta Oséias afirma: “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, ..” Em um mundo onde vemos surgir da noite para o dia “novas visões”, “novas revelações”, “novos evangelhos”, “novos Cristos”, torna-se urgente relembrarmos o lema da Reforma Protestante: "Sola scriptura, sola gratia, sola fide, soli Deo gloria, solo Christi", que significa: “Somente a Escritura, somente a graça, somente a fé, somente a Deus Glória, somente a Cristo”.
O Credo das Assembléias de Deus diz: “Cremos ... 2. Na inspiração verbal da Bílbia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão (2 Tm 3.14-17)...”
Mas será que temos dado à Bíblia, Palavra de Deus, o mesmo valor que nossos primeiros pais lhe atribuíram? Cabe-nos ressaltar o cinismo dos judeus que utilizaram a Lei para julgar o próprio Cristo.
Paulo adverte: “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos alimentos que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças; porque toda a criatura de Deus é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças. Porque pela palavra de Deus e pela oração é santificada. Propondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Jesus Cristo, criado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido. Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas, e exercita-te a ti mesmo em piedade...” (1 Tm 4.1-7). E ainda: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciláveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências; que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade. E, como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé. Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesto o seu desvario, como também o foi o daqueles.” (2 Tm 3.1-9).
Quando, ainda falando a Israel, Deus por intermédio do profeta Oséias afirma: “¶ O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.”(Os 4.6), fica claro que a falta do conhecimento não era por que este não fora dado, e sim pela rejeição contumás daquilo que Deus lhes dizia.
Existem apenas duas formas de iluminarmos nosso caminho: O primeiro é a nossa experiência, que só serve para os caminhos pelos quais já passamos. É como um farol voltado para trás. O segundo nos é apresentado por Davi: “ Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho.” Sl 119.105. Assim a Palavra de Deus é a única fonte de luz que aponta para frente iluminando os caminhos pelos quais ainda não passamos.
O amor por Deus é representado pelo amor que temos à Sua Palavra: “Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando.” (Jo 15.4).
Jesus mostra-nos o valor que a Palavra de Deus deve ter para nós: “...Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus...” (Mt 4.4).
Tem o(a) prezado(a) leitor(a) se alimentado desta Palavra?

Amizades

Amizades são uma parte importante da nossa vida. Desde a criação do primeiro casal, Deus mostrou a necessidade do companheirismo na vida humana. Em famílias, igrejas e comunidades criamos laços de amizade. Precisamos compartilhar a vida com outras pessoas.
No final de contas, nossas escolhas não envolvem apenas pessoas, mas decidem a nossa direção na vida e na eternidade.Na Bíblia, Deus nos orienta sobre amizades. Ele fala do valor dos bons amigos e adverte-nos sobre os perigos dos companheiros errados. Ele oferece instrução e apresenta exemplos que nos ensinam. Estas orientações valem para os jovens que ainda estão escolhendo o seu rumo, e também ajudam os adultos no seu caminho pela vida.

Instruções sobre amizades
As Escrituras nos orientam sobre a escolha e o tratamento dos nossos amigos. Amigos têm muita influência em nossas vidas: "O justo serve de guia para o seu companheiro, mas o caminho dos perversos os faz errar" (Pv 12:26). Por este motivo, a escolha de companheiros é um assunto de grande importância: "Quem anda com os sábios será sábio, mas o companheiro dos insensatos se tornará mau" (Pv 13:20). No final de contas, nossas escolhas não envolvem apenas pessoas, mas decidem a nossa direção na vida e na eternidade. Tiago frisou bem este fato quando perguntou: "Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus" (Tg 4:4). O mesmo livro fala de um homem de grande fé que rejeitou os caminhos errados de outros homens e mostrou a sua lealdade ao Senhor. O resultado desta escolha de Abraão? "Foi chamado amigo de Deus" (Tg 2:23). Devemos escolher bons amigos que nos ajudarão, especialmente em termos espirituais.
É fácil escolher mal. Muitas pessoas que não amam a Deus e não respeitam a palavra dele nos oferecem a sua amizade. Às vezes, podemos influenciar tais pessoas pela nossa fé e o exemplo de uma vida reta. O próprio Jesus fez questão de ter contato com pecadores, oferecendo-lhes a palavra eterna da salvação (Lc 15:1; Mt 9:10-13). O perigo vem quando não confessamos a nossa fé Alguns dos amigos mais perigosos são aqueles que sempre concordam conosco, apoiando-nos mesmo nas coisas erradas.no meio de uma geração perversa (Mc 8:38). Ao invés de conduzir outros a Cristo, deixamos as más influências nos corromperem.
Algumas pessoas querem nos induzir a pecar contra Deus. "Filho meu, se os pecadores querem seduzir-te, não o consintas. Se disserem: Vem conosco, embosquemo-nos para derramar sangue, espreitemos, ainda que sem motivo, os inocentes; traguemo-los vivos, como o abismo, e inteiros, como os que descem à cova; acharemos toda sorte de bens preciosos, encheremos de despojos a nossa casa; lança a tua sorte entre nós; teremos uma só bolsa. Filho meu, não te ponhas a caminho com eles; guarda das suas veredas os pés; porque os seus pés correm para o mal e se apressam a derramar sangue" (Pv 1:10-16). Infelizmente, observamos a mesma tragédia espiritual na vida de muitas pessoas hoje. Quantos jovens são induzidos a usar drogas, ou até de se tornar traficantes, pela influência de "amigos"? Quantos se integram a gangues e acabam cometendo vários tipos de crime?
Algumas amizades precisam ser totalmente evitadas:"Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores" (Sl 1:1). Quando outros querem nos conduzir ao erro, precisamos sair correndo: "Foge da presença do homem insensato, porque nele não divisarás lábios de conhecimento. A sabedoria do prudente é entender o seu próprio caminho, mas a estultícia dos insensatos é enganadora. Os loucos zombam do pecado, mas entre os retos há boa vontade" (Pv 14:7-9).
Alguns dos amigos mais perigosos são aqueles que sempre concordam conosco, apoiando-nos mesmo nas coisas erradas. "Melhor é ouvir a repreensão do sábio do que ouvir a canção do insensato" (Ec 7:5). O amigo verdadeiro nos corrige, e a pessoa sábia procura ter amigos com coragem e convicção para a repreender quando for necessário. Por outro lado, o insensato evita pessoas que corrigem e criticam, procurando aprovação acima de sabedoria. "O escarnecedor não ama àquele que o repreende, nem se chegará para os sábios... O coração sábio procura o conhecimento, mas a boca dos insensatos se apascenta de estultícia" (Pv 15:12,14). Ninguém gosta de ser corrigido, mas todos nós precisamos de amigos que nos amam tanto que mostram os nossos erros: "Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto. Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos" (Pv 27:5-6).
Paulo mostrou aos coríntios que, mesmo entre pessoas religiosas, é necessário evitar influências negativas: "Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes" (1 Co 15:33). No caso dos coríntios, alguns irmãos estavam espalhando doutrinas falsas, negando a ressurreição dos mortos. O fato de alguém participar de uma igreja ou se dizer cristão não é garantia de uma amizade saudável e edificante. Alguns aproveitam a amizade para induzir outros a aceitar doutrinas e religiões falsas. Moisés avisou sobre parentes e amigos que incentivam os servos de Deus a servir outros deuses e mandou que não concordassem, nem ouvissem, nem olhassem com piedade para aqueles falsos professores (Dt 13:6-8). Temos que julgar a árvore pelos frutos (Mt 7:15-20), retendo o que é bom e nos abstendo de toda forma de mal (1 Ts 5:21-22).
Uma vez que escolhemos bons amigos, devemos ser bons amigos! As Escrituras nos aconselham sobre as responsabilidades de companheiros fiéis. Amigos contam com a presença uns dos outros: "Mais vale o vizinho perto do que o irmão longe" (Pv 27:10). "O olhar de amigo alegra ao coração; as boas-novas fortalecem até os ossos" (Pv 15:30). Por outro lado, não devemos abusar da amizade, causando aborrecimentos: "Não sejas freqüente na casa do teu próximo, para que não se enfade de ti e te aborreça" (Pv 25:17). Não devemos abandonar nem trair os nossos amigos (Pv 27:10). Amigos verdadeiros não são interesseiros, mas aqueles companheiros fiéis que ficam nos bons tempos e nos maus: "Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão" (Pv 17:17). A amizade verdadeira traz benefícios mútuos: "Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo" (Pv 27:17).
As orientações bíblicas são valiosas para nos guiar em fazer e manter boas amizades.

Exemplos de amizades boas e más
Deus nos ensina, também, por exemplos. Três gerações da mesma família servem como exemplos de amizades boas e más. Considere estes casos:
Davi e Jônatas. Talvez a mais conhecida amizade na história seja a de Davi com Jônatas, filho do rei Saul. O ciumento rei tentou matar o jovem Davi, escolhido por Deus como seu sucessor. Pelo mesmo motivo, Jônatas poderia ter olhado para Davi com inveja ou ódio. Se Deus não tivesse nomeado Davi, o próprio Jônatas seria rei depois da morte de Saul. Mas Jônatas não mostrou tais atitudes. Ele manteve uma amizade especial com Davi durante toda a sua vida. Quando Saul tentou matar Davi, foi Jônatas quem protegeu o seu amigo (1 Sm 20). Davi lamentou amargamente a morte deste amigo excepcional (2 Sm 1:17-27). Mesmo depois da morte de Jônatas, Davi mostrou bondade para com seu filho aleijado, Mefibosete (2 Sm 9).
Amnon e Jonadabe. Amnon, um dos filhos de Davi, não escolheu seus amigos como o fez o seu pai. Ao invés de cultivar amizades boas e saudáveis, ele escolheu como companheiro seu primo Jonadabe (2 Sm 13:3). Quando Amnon falou com este amigo sobre os seus desejos errados pela própria irmã, Jonadabe teve uma oportunidade excelente para corrigir e ajudar o seu primo. Infelizmente, ele fez ao contrário. Ele "ajudou" Amnon a descobrir uma maneira de estuprar a própria irmã! Além de levar Amnon a humilhar e odiar a moça inocente e a magoar profundamente o seu pai (2 Sm 13:4-21), o conselho de Jonadabe levou, afinal, à morte do próprio Amnon (2 Sm 13:22-36). Jonadabe até teve coragem de tentar confortar Davi depois da morte de Amnon! Que amigo!
Roboão e seus colegas. Roboão, neto de Davi, se tornou rei depois da morte de Salomão. No início do seu reinado, ele procurou conselho de várias pessoas antes de tomar uma decisão importantíssima. Ele valorizou a amizade com seus colegas acima da sabedoria dos homens mais velhos e experientes (1 Re 12:7-11). A "ajuda" destes amigos contribuiu para a divisão do reino e diminuiu muito a influência de Roboão. Nossos amigos podem falar coisas que nos agradam, mas devemos dar ouvidos à sabedoria de pessoas mais sábias!
O que aprendemos?
De tudo que a Bíblia fala sobre amizades, devemos aproveitar algumas lições importantes. Entre elas:
A) Escolher cuidadosamente os nossos amigos, evitando amizades que nos levariam ao pecado.
B) Valorizar amigos que nos corrigem quando erramos.
C) Cortar amizades que prejudicam a nossa vida espiritual, especialmente quando os "amigos" incentivam o pecado e participação em religiões falsas.
D) Ser amigos fiéis e de confiança, especialmente nos momentos difíceis quando os amigos mais precisam de nós.
E) Sempre manter nossa relação com Deus acima de qualquer amizade humana, confessando a nossa fé no meio de uma geração perversa.
F) Quando se trata de amizade, devemos valorizar qualidade, e não quantidade: "O homem que tem muitos amigos sai perdendo, mas há amigo mais chegado do que um irmão" (Pv 18:24).

Este será um pondo de divulgação da programação da Assembléia de Deus Central do BNH.
Também aqui serão postados nossos pontos de vista em relação a postura da Igreja.
Para os que quiserem conhecer pessoalmente, nosso endereço é:
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O E-mail do pastor: pr_alexandrealvespereira@yahoo.com.br ou pr.alexandrealves@gmail.com
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